Greve de caminhoneiros ganha adesão de outras categorias de transporte e da população

Em seu sétimo dia consecutivo, a paralisação nacional de caminhoneiros vem ganhando um reforço expressivo de outras categorias de transporte e da população em geral. Ao contrário do que vem sendo divulgado pela mídia, paralisação nacional continua em diversos estados brasileiros e crescendo. 
Ao longo desta primeira semana da greve de caminhoneiros, motociclistas, mototaxistas, motoristas de aplicativos, motoristas do transporte escolar e taxistas declararam a apoio ao movimento de caminhoneiros e compareceram nos principais pontos de paralisação registrados no país. 
Em São Paulo, o presidente do Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas de São Paulo (Sindimoto), Gilberto Almeida, confirmou que a categoria sobre duas rodas presta solidariedade aos caminhoneiros "porque não aguenta mais tanto descaso". "Todas as outras categorias que dependem de um preço justo dos combustíveis para ganhar seus salários vão parar", afirmou. 
Durante foram registrados carreatas da categoria nas marginais Pinheiros e Tietê, Avenida Paulista e presença de membros nos protestos registrados em diversos trechos do Rodoanel e nas principais rodovias do estado, como por exemplo na Régis Bittencourt. 
Assim como os motociclistas, motoristas de vans escolares também compareceram em pontos de paralisação de caminhoneiros e realizaram carreatas pelas principais vias da capital paulista, especialmente na Avenida Paulista, próximo a sede da Petrobras. 
A exemplo das manifestações no estado de São Paulo, motociclistas também realizaram protestos e carreatas e apoio aos caminhoneiros no Espirito Santo, Rio de Janeiro, Ceará, Amapá, Pará, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. 
Em Minas Gerais, os motoristas de vans escolares reforçam a paralisação nacional de caminhoneiros que também acontece no estado. Ao longo da última semana carreatas percorreram as principais vias da capital mineira. Já neste domingo (27) os motoristas de vans escolares preparam uma carreata em direção ao protesto de caminhoneiros que acontece na BR-381 em frente a Refinaria Gabriel Passos, a Regap. Segundo um dos motoristas presentes na carreata, comida e água foram levados para os caminhoneiros. “Nossa realidade hoje não é apoiar apenas os caminhoneiros em relação ao aumento do preço do diesel, mas queremos apoiar com uma intervenção popular de pessoas que acompanham essa manifestação”, comenta.
Já para esta segunda-feira (28), o Sindicato dos Trabalhadores Escolares da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Sintesc), confirmou a paralisação do serviços prestados pela categoria. O ato tem como objetivo cobrar diminuição do preço do diesel, gasolina e álcool assim como fazem os caminhoneiros. 
Assim como outras categorias do transporte, agricultores das regiões, Sul, Sudeste e Centro-Oeste também declararam apoio a paralisação nacional de caminhoneiros. Milhares de máquinas agrícolas ocuparam os pontos de manifestação e reforçar principalmente a cobrança pela redução no preço dos combustíveis. 
O apoio e adesão a paralisação nacional de caminhoneiros não termina por ai. Neste domingo (27) diversas capitais brasileiras registram atos organizados pela própria população em defesa dos caminhoneiros, contra os preços dos combustíveis e contra as decisões políticas tomadas pelo atual governo. Além dos atos, registra-se ainda milhares de carreatas nos principais pontos de manifestação em rodovias federais e estaduais. 
O grande reforço à paralisação de caminhoneiros, o aumento do número de pontos de paralisação e apoio da população demonstra a ineficácia das rígidas medidas anunciadas pelo governo federal, bem como a grande insatisfação popular e a continuidade dos protestos em todo o país. 


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TEXTO: Lucas Duarte
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