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Perspectivas 2012 – Agrale


A diretoria da Agrale, única fabricante de capital nacional de caminhões e chassis de ônibus, prepara as estratégias para o ano que vem projetando queda nas vendas. Para o segmento de chassis, no qual é líder nos modelos leves, a projeção é de redução na ordem de 10% a 15%, resultando em vendas totais internas de 30 mil unidades. Já para o mercado de caminhões a estimativa é de declínio de 5% a 10%, com total de 155 mil unidades.
Na linha agrícola, na qual também tem forte presença em modelos leves, a expectativa é de repetir os números de 2011 – cerca de 50 mil tratores no mercado interno e produção total de 55 mil a 58 mil. Em todos os exercícios de planejamento a diretoria da Agrale trabalha com a visão de que as suas vendas sofrerão quedas, mas em índices inferiores aos do mercado. “Em 2011 elevamos nosso market share em todas as linhas, situação que buscaremos manter no ano que vem”, diz Ubirajara Choairi, gerente nacional de vendas.
Na linha de caminhões a projeção da Agrale é a de repetir as novecentas unidades esperadas para 2011. O gerente assinala que até o momento a empresa não percebeu, de parte do mercado, tendência de antecipação de compras por conta da adoção da tecnologia Euro 5.
“Caso isto ocorra neste último trimestre de 2011 talvez haja alguma retração no ano que vem. Mas é difícil estimar com base na situação atual.”
A mesma situação tende a se repetir no segmento de chassis para ônibus. Choairi estima queda de 5% a 10% nos volumes da Agrale sobre os 4,8 mil a 5 mil esperados para 2011. Assim como no mercado de caminhões, a esperada antecipação de compras de chassi não ocorreu ainda. Para ambos os casos, no entanto, a Agrale prepara estoque adicional para atender eventual demanda.
No segmento de ônibus um dos fatores que pode alterar a estimativa de queda é o programa Caminhos da Escola. De acordo com o diretor de vendas, Flávio Crosa, existe movimentação forte para que o programa volte com ênfase em 2012: “Se andar com força muda totalmente a direção do mercado de ônibus”.
O diretor também alerta para os efeitos do programa Brasil Maior, que elevou em 30 pontos porcentuais o IPI cobrado sobre veículos com índice de nacionalização abaixo de 65%. Mas, segundo ele, é difícil precisar os reflexos no mercado em 2012.
Sucesso. Projeto desenvolvido há oito anos, o jipe Marruá começa a sustentar uma produção em níveis mais expressivos. Para 2011 a estimativa é da ordem de 350 unidades, número que deve ser superado no ano que vem. “O veículo começa a ser percebido pelo mercado principalmente por suas aplicações no segmento de serviços”, afirma Flávio Crosa.
Além disso, a empresa foi contatada pelo Exército Brasileiro para cotação de preços de um novo lote da versão militar. O Marruá também já integra setores de segurança do Equador, Peru e Argentina. “Não fornecemos mais em 2011 ao Exército Brasileiro em função do contingenciamento de verbas pelo Ministério da Defesa.”
Para o segmento de tratores, o diretor de vendas estima repetir o total de 1,8 mil unidades deste ano. Ele espera, principalmente, que ocorra a energização do programa Mais Alimentos, que andou muito devagar em 2011 e acabou repercutindo em redução nas vendas na comparação com o ano passado. A expectativa é da liberação de mais recursos pelo Banco do Brasil e também que outros bancos voltem a financiar.
O diretor também defende que o programa seja, efetivamente, de inclusão social, criando condições para a compra de tratores de potências de 30 cv a 50 cv. Aí está uma massa de consumidor muito grande, mas ainda carente de atendimento.
Já o produtor beneficiado pelo programa Mais Alimentos, que adquire modelos na faixa de 75 cv, perdeu sua força. Em compensação, a agricultura empresarial, responsável por compras de tratores com potências maiores, na faixa de 100 cv, está em franco desenvolvimento. Pelas condições atuais não se vislumbra crise no setor agrícola. Até porque os preços das commodities agrícolas continuam em alta. O senão é a insegurança no câmbio.
Vendas externas. Desde 2009 as fábricas brasileiras da Agrale reduziram de forma significativa as suas exportações. Os negócios agora estão concentrados, quase que na totalidade, na unidade de Argentina, que deverá repetir em 2012 os volumes atuais de 1 mil a 1,1 mil veículos.
A exemplo do Brasil, uma visão mais clara depende da adoção do Euro 5 e do novo governo a ser eleito neste ano. Pelos cálculos de Flávio Crosa, em torno de 95% da produção brasileira é absorvida por clientes locais.
FONTE: Autodata

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