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| Jamef/Divulgação |
Brasil perdeu 1,1 milhão de motoristas profissionais nos últimos 10 anos; lançada em 2025 como projeto piloto, Escola de Motoristas da Jamef terá novas turmas neste ano
Entra ano, sai ano, e a crescente falta motoristas de motoristas segue desafiando transportadoras em todo o Brasil. Dados recentes da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN), revelam que somente nos últimos 10 anos, o País perdeu 1,1 milhão de motoristas profissionais, aqueles que são habilitados nas categorias C, D e E.
Já os números da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (FITRANS) indicam que o Brasil tem déficit superior a 120 mil profissionais qualificados.
Além da queda no número de profissionais, a rotatividade elevada também se tornado um desafio para as empresas. Segundo um estudo do Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), em 2024, a rotatividade média mensal de motoristas de caminhão foi de 4,78%, resultando em uma rotatividade anual equivalente de aproximadamente 45%.
Atenta a essa realidade desafiadora, a Jamef, uma das maiores empresas do Brasil com soluções personalizadas para transporte de encomendas, lançou em 2025, a Escola de Motoristas, programa de capacitação interna destinado a colaboradores que desejam obter uma nova qualificação e ingressar na carreira de motorista. A ação busca preparar profissionais alinhados à cultura da empresa e suprir a demanda com condutores competentes, reforçando padrões de performance, produtividade, eficiência e segurança.
“Trabalho na Jamef há quase quatro anos. Anteriormente eu atuava na área de descarregamento de carretas, mas sempre tive vontade de ser motorista de caminhão. Então surgiu essa oportunidade na companhia e hoje estou muito feliz. Com a Escola de Motoristas tive aulas práticas e teóricas e agora pretendo seguir nesta nova função. Amo o que eu faço e entrar em uma cabine de caminhão e sair por aí levando vento nos cabelos, é muito gratificante”, conta Jailson Rodrigues da Silva, Motorista da Jamef.
Funcionando como projeto piloto e com vagas limitadas, a iniciativa formou mais de dez motoristas através do percurso formativo, que envolve etapas de avaliação, mudança de categoria na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e treinamento. A carga horária inclui aulas teóricas de legislação e direção defensiva, bem como módulos práticos de condução e manutenção preventiva. O projeto contempla ainda o desenvolvimento comportamental, com foco em atendimento ao cliente e gestão de riscos.
“Atuo na Jamef desde outubro de 2019, tendo passado pelos cargos de Ajudante e Auxiliar Operacional. Neste ano vi a Escola de Motoristas como uma oportunidade de crescimento na empresa e hoje sou motorista, uma profissão que é tão importante para movimentar a economia”, explica Paulo Henrique Nunes, Motorista da Jamef.
Para Sérgio Povoa, Diretor de Gente e Gestão da Jamef, a iniciativa não só contribui com a operação da companhia, mas também ajuda a projetar novas perspectivas de carreira para quem já faz parte da empresa.
“Transformar os nossos colaboradores em motoristas vai além de suprir uma necessidade: é uma resposta estratégica à rotatividade. Na Jamef, entendemos que o preparo deve vir acompanhado de qualidade de vida, por isso, aliamos a capacitação profissional a um olhar atento ao conforto do motorista em sua jornada. Além disso, zelamos pela nossa frota, que passa por manutenções rigorosas e renovações periódicas. Queremos que colaboradores saibam que é possível construir um futuro promissor ao volante, com preparo, segurança e dignidade”, diz o executivo.
Novas turmas em 2026
Diante dos resultados positivos e da crescente necessidade de profissionais, a Jamef confirma novas turmas para 2026. A meta é expandir o programa para outras filiais, aumentando o número de formados e contribuindo para a renovação de mão de obra no setor. Ao oferecer capacitação interna, a empresa valoriza colaboradores, reduz a rotatividade e assegura que os motoristas estejam alinhados às exigências de segurança e eficiência da companhia.
A escassez de motoristas no Brasil é um problema estrutural que exige soluções integradas. O exemplo da Jamef evidencia como iniciativas de capacitação podem contribuir para enfrentar o déficit sem depender exclusivamente do mercado externo.

Não é escola que vai resolver o problema de falta de motorista, porque dirigir todos sabem,o problema é o respeito, consideração, tratamento, remuneração que não, aí uma escola que vai dizer tudo que a gente já sabe vai resolver.
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