Entrega parcial gera multa no "entre-eixos"

Uma das questões mais complexas e difíceis de resolver nas multas por excesso de peso no transporte rodoviário de cargas são aquelas causadas por entregas parciais.
Muitos transportadores e embarcadores sequer entendem ou aceitam que uma carreta possa passar sem problema com lotação máxima por uma balança, mas, se retirada parte da carga pela traseira na 1ª-entrega, poderá ser multado nos eixos do cavalo-mecânico na próxima balança.
“Como pode? Passei com 25.000 kg e não fui multado. Descarreguei parte da carga na 1ª entrega e fui multado na balança seguinte!! Como aumentou o peso no caminhão se a carga foi reduzida??!!. Isso é impossível!.”. Muitos ainda nos questionam sobre isso.
Mas é a mais absoluta verdade: pode mesmo provocar excesso no trator.
Se parte significativa da carga for retirada pela traseira da carreta, poderá causar excesso no caminhão-trator, especialmente no eixo de tração.
Essa é uma daquelas questões que a nossa percepção nos leva para um caminho, mas a física para outro. Vamos entender no exemplo abaixo:
Isso acontece porque o Centro de Gravidade da carga é deslocado para frente. Embora transportando menos carga na carreta, transfere muito peso para o trator, gerando excesso nos seus eixos.
Então, já que não podemos continuar levando multas, quais seriam as soluções???. São todas difíceis e complexas:

1ª- Eliminar as entregas parciais, adequando a Logística para uso de Centros de Distribuição. Ou seja – cargas completas até o CD, e de lá em caminhões menores para entregas locais.

2ª- Rearranjar a carga depois de cada entrega para manter o Centro de Gravidade no Centro da Carreta (o que não é fácil).

3ª- Tecnologia: na Europa as carretas com suspensão pneumática (nos três eixos) podem receber como opcional, sistema eletrônico que controla a pressão nas bolsas alterando a distribuição do peso entre os eixos, compensado até certo ponto o desequilíbrio causado pela entrega parcial.

Ou seja, é a tecnologia tornando o implemento rodoviário “inteligente”. Por isso temos sugerido: o Brasil deveria incentivar o uso de suspensões pneumáticas nas carretas: são mais “amigáveis” com o pavimento e com muito mais tecnologia.
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