Ministro da Segurança oferece força policial para conter a greve de caminhoneiros

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta terça-feira que a greve dos caminhoneiros está gerando impactos pontuais no país e que o governo federal montou um gabinete de crise para acompanhar os desdobramentos do protesto dos motoristas. Ao todo, as manifestações ocorreram em 23 Estados e no Distrito Federal.
Jugman citou como exemplos bloqueios na entrada do porto de Suape (PE), que está afetando a liberação de cargas de querosene de aviação. A concessionária responsável pelo aeroporto de Brasília publicou mais cedo em seu Twitter que os caminhões com combustíveis estavam tendo problema para chegar, porém não chegou a gerar atrasos nos voos.
"Não tivemos até agora solicitação dos Estados de ajuda para o uso da força, mas estamos à disposição", disse o ministro.
GREVE CONTINUA 
A paralisação dos caminhoneiros autônomos deve continuar na quarta-feira, apesar do aceno feito pelo governo nesta terça-feira (22) com a redução de um dos tributos que incidem sobre o preço do diesel.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou no início da tarda de terça, em sua conta no Twitter, que a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) será zerada com o objetivo de reduzir o preço dos combustíveis. 
O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, confirmou que o governo firmou um acordo com o Congresso para zerar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o diesel. O corte na taxa, porém, só sera editado após a aprovação, pelo Legislativo, de projeto que reonera a folha de pagamento.
Apesar as promessas, o presidente da entidade que organiza o movimento dos caminhoneiros autônomos do país, Abcam, José da Fonseca Lopes, afirmou que a redução da Cide não é suficiente.
"Isso não resolve o problema, a gente quer ser ouvido. Queremos que os tributos no óleo diesel sejam zerados. A Cide representa 1% dos tributos que incidem no combustível", disse Lopes em resposta a questionamento sobre a possibilidade da paralisação dos caminhoneiros ser suspensa após o anúncio de Maia.
Em vídeo gravado na noite desta terça-feira, o presidente da associação afirmou que 200 mil caminhoneiros participam das paralisações e que as manifestações devem continuar enquanto o governo não atender as reivindicações.
Lopes reafirmou que a diminuição do preço dos combustíveis anunciado pela Petrobras não resolve o problema da categoria. "Queremos uma política de redução de impostos e controle dos aumentos dos combustíveis", disse.
FONTE: Reuters 
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