Quinta-feira poderá ser de protestos de caminhoneiros contra o preço dos combustíveis

Está previsto para esta quinta-feira (7) o início de novos protestos de caminhoneiros em diferentes regiões do país. As manifestações tem como principal objetivo questionar as frequentes altas nos preços dos combustíveis. 
Os protestos começaram a ser noticiados no fim do último mês por meio de diversas publicações nas redes sociais e áudios que circularam em aplicativos de troca de mensagens. 
Um desses áudios destacou a realização de uma reunião no último dia 24/11 no Sindicato dos Transportadores Autônomos de carga de Ijuí, Rio Grande do Sul, para discutir como será a manifestação desta quinta-feira (7). O próprio sindicato confirmou a realização da reunião ao Blog do Caminhoneiro, entretanto não divulgou nenhum comunicado oficial em seu site ou páginas nas redes sociais. 
O áudio releva ainda que os protestos devem ocorrer em Minas Gerais e Rio de Janeiro, havendo ainda a possibilidade dos estados de São Paulo e Espirito Santo aderirem ao movimento. 
Já na última sexta-feira (1), o portal mato-grossense Só Notícias destacou novamente a possibilidade de protestos contra o preço dos combustíveis a partir de amanhã (1). Um dos representantes do movimento, Odilon Fonseca, revelou ao portal que não estão previstas interdições em rodovias. Porém, caminhões deverão ser impedidos de saírem das refinarias.
“Nós estamos buscando conscientizar as pessoas da situação, mas não pretendemos fechar rodovias. Não adianta trabalhar sem retorno. Os nossos caminhões são destruídos nas estradas e não temos retorno de condições de trabalho. Estamos pedindo para os caminhoneiros ficarem em casa e não carregarem. Nossa situação é precária. O manifesto deverá ser com o impedimento da saída dos veículos das refinarias e distribuidoras. Com dois dias sem combustíveis nos postos o país deve virar um caos. Os mais prejudicados com essa alta nos combustíveis sãos os pequenos e médios empresários do setor de transporte. Nosso lucro fica nas bombas de combustíveis ao abastecer um caminhão”, defende.
Segundo as lideranças a frente do movimento é fundamental o apoio e adesão de toda a categoria, mas de forma pacífica e cautelosa, além disso outros setores, como por exemplo, da agriculta e comércio estão convidados para aderirem ao movimento. 
O preço dos combustíveis sofreu um grande aumento após o governo federal aprovar um aumento de tributos (PIS/Cofins) sobre a gasolina e o óleo diesel. Além disso, a Petrobras colocou em prática desde o mês julho uma nova política de preços, que permite alterações diárias nos preços, o que vem provocando frequentes oscilações de preços nas bombas de todo o país. 

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