Roubo de cargas cresce 19% em SP, e polícia quer excluir casos menores de estatística

A Polícia Civil de São Paulo quer mudar a definição do crime de roubo de carga para evitar computar o roubo de pequenas cargas. Trata-se de um tipo de crime vem crescendo no estado. De janeiro a agosto deste ano, a alta é de 18,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. Apenas em 2017, foram 7.281 ocorrências.
Para o delegado Valter Sérgio de Abreu, da divisão que investiga roubo de cargas, há uma poluição estatística. “Por exemplo, quatro ternos numa van de uma tinturaria”, diz. Segundo ele, furtos de cargas de caminhões que tombam nas estradas também são computados como roubo de carga.
Abreu cita ainda o crescimento da frota e das viagens nas estradas para justificar o aumento dos roubos de carga. O delegado diz que 70% das cargas roubadas têm valor de até R$ 30 mil reais.
O sindicato que reúne os empresários do setor de transporte de cargas estima que este ano os roubos vão provocar um prejuízo de R$ 1,2 bilhão no país. Só na Grande São Paulo, o prejuízo estimado é de R$ 400 milhões de reais. O sindicato pede que haja um policiamento mais ostensivo para aumenta a segurança de quem faz o transporte.
Segundo o delegado Valter Sérgio de Abreu, a polícia tem prendido por dia 3,4 pessoas por crime de carga, seja no furto, roubo ou receptação. Foram 933 pessoas presas por crime de carga de janeiro até o presente mês.
A Polícia Militar Rodoviária diz que faz ações de combate ao roubo de cargas, com policiamento tático ostensivo rodoviário. Em agosto, 70 pessoas foram presas em flagrante, segundo o órgão.
FONTE: G1 

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