Fernando Luft comenta a pesquisa da CNT sobre transporte rodoviário no Brasil

Neste mês, a A CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgou o estudo Transporte Rodoviário – Desempenho do Setor, Infraestrutura e Investimentos, que avalia a evolução da qualidade da infraestrutura, os investimentos no setor e propõe ações para solucionar os entraves identificados. É a primeira análise da série histórica da Pesquisa CNT de Rodovias, compreendendo o período de 2004 a 2016. 
Para Fernando Luft, sócio-fundador da Luft Logistics, uma das maiores operadoras logísticas do Brasil e da América Latina, a pesquisa é de extrema importância. "O Brasil ainda tem uma infraestrutura carente, que emperra o desenvolvimento econômico do país. Rodovias ruins afetam o transporte, custos, escoamento de produção e motoristas. Então, um estudo que mostra que estamos caminhando para uma solução é muito positivo para o setor", comenta. 
Segundo a análise da CNT, o estado geral das rodovias públicas federais melhorou 24%, passando de 18,7% com classificação ótimo ou bom, em 2004, para 42,7%, em 2016. Apesar da evolução da qualidade, 57,3% das rodovias públicas avaliadas ainda apresentam condição inadequada ao tráfego. Em 2016, cerca de 31 mil quilômetros ainda apresentavam deficiências no pavimento, na sinalização e na geometria. Esses problemas aumentam o custo operacional do transporte e comprometem a segurança nas rodovias. 
Mesmo nos anos de maior volume de investimentos em rodovias, o governo federal desembolsou menos de 0,5% do PIB em melhorias da infraestrutura durante o período analisado. Os anos de 2010 e 2011 registraram o maior investimento federal na malha rodoviária: 0,26% e 0,25% do PIB, respectivamente. 
O Brasil possui 1.720.756 km de rodovias, dos quais apenas 211.468 km são pavimentadas (12,3%). 
FONTE: Divulgação 
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