Exposição Scania: Conheça em detalhes os clássicos que marcaram presença

Dando continuidade a celebração de 60 anos da marca no Brasil, a Scania realizou ao longo dessa semana na fábrica de São Bernardo do Campo, São Paulo, uma exposição que contou com nove caminhões e um ônibus que fizeram parte da história da montadora e se tornaram ícones do transporte rodoviário no país. 
Durante o evento fechado, jornalistas, parceiros e colaboradores puderam conferir de perto os modelos L71 de 1957, L75 de 1959 e 1960, L76 de 1964, LK 140 de 1977, L111 de 1980, T112 HW de 1989, T113 H de 1995, T 124 de 1998 e o clássico ônibus Flecha Azul – K 113 CL da Viação Cometa. 
A história por trás de cada um dos modelos e a evolução dos quesitos, mecânica, capacidade de carga, economia de combustível e foco no motorista, também foram destaque ao longo da exposição.
Dos dez veículos que fizeram parte da exposição, nove pertencem a colecionadores e um pertence a própria Scania, o T124, que inclusive opera dentro da fábrica da montadora possui atualmente apenas 44 mil quilômetros rodados originais. 
Confira abaixo os detalhes de cada um dos modelos que marcaram presença na exposição e formaram uma linha do tempo de respeito. 

L 71 Importado (1957)
O primeiro laranjão icônico é um L 71 importado, de 1957. Ao se candidatar no programa do Grupo Econômico da Indústria Automobilística, a Scania assinalou que os modelos a serem produzidos no Brasil seriam os L 7138 e L 7150, mas depois os projetos nacionais foram substituídos por modelos L 75. O L 71 era impulsionado por um motor D642, de 9,35 litros e seis cilindros, com injeção direta e 150 cv. A capacidade máxima de tração chegava a respeitáveis 35 toneladas.

Palavra do proprietário
“Era o sonho de consumo de qualquer transportador daquela época, e  considerado a “Ferrari” dos pesados”, Oswaldo Strada, da Strada Transportes.

L 75 (1959)
Esse modelo nacional assinala a produção do primeiro caminhão Scania “brasileiro”. Trata-se de um modelo L 75. A Vemag o produziu pela primeira vez em sua nova linha de montagem, em 1958, especialmente feita para atender a Scania. O motor veio da Suécia, mas foi possível utilizar 35% de peças nacionais no modelo. A data? 28 de abril de 1958. Ele ficou conhecido como “o motor de 400.000 km”, que impressionava por sua robustez e resistência.

Ficha técnica:
Motor tipo D-10, 4 tempos diesel com injeção direta
Potência a 2.200 rpm: 165 hp
Torque a 1.200 rpm: 63 kgfm
Caixa de câmbio G500, de 5 marchas sincronizadas
Caixa de câmbio auxiliar, também sincronizada, que aumenta a força de tração em 40% e torna as mudanças mais eficientes

Palavra do proprietário
“Quando a carga chegou e olhei bem para o caminhão, quase desmaiei. Vi que era o mesmo que eu namorei durante a viagem para Porto Velho, 30 anos atrás”,  Laurindo Cordiolli, da Cordiolli Transportes.

L 75 (1960)
Um caminhão forte, robusto, com elevada capacidade de carga aliada à economia de combustível. Foi assim que ficou conhecido o modelo L 75, fabricado pela então Scania-Vabis. Ele começou a povoar as rodovias brasileiras a partir 1959 e, desde então, ficou conhecido como o “rei da estrada”. Esse modelo de 1960 representa um marco. A partir de junho daquele ano, com uma fábrica de motores já instalada no bairro Ipiranga, a Scania-Vabis assume a produção completa dos veículos. 

Palavra do proprietário
 “O L 75 tem um valor sentimental muito forte”, Atílio Contatto, Transportadora Contatto. 

L 76 (1964)
Lançado no segundo semestre de 1963, o modelo é o sucessor do L 75. Com melhorias técnicas, o caminhão é ainda mais potente: o motor D-11 proporciona 195 cavalos a 2.200 rpm. Mas isso não bastava. Era preciso também introduzir alterações para atender às peculiaridades no mercado brasileiro. Por isso, em 1964, a Scania introduziu diversas modificações no modelo L, de maneira a buscar um caminhão ainda mais resistente: os modelos LS e LT, com dois eixos traseiros.

Ficha Técnica:
Motor Diesel (D-11) de injeção direta, com potência de 195 cv a 2.200 rpm
Torque de 76 kgfm a 1.200 rpm
Cilindragem: 11 litros
Diâmetro do cilindro: 127 mm
Curso do pistão: 145 mm

Palavra do proprietário
“Não fomos ao leilão atrás desse caminhão, mas ao vê-lo não resistimos”, Maicon  Galiotto.

LK 140 (1977)
Em 1974, a Scania trouxe seu primeiro V8 para o Brasil, o famoso LK 140. Provavelmente este caminhão, juntamente com o seu sucessor LK 141 – este, trazido em 1978 – foram os precursores da paixão V8 por alguns caminhoneiros do Brasil. O motor diesel DS 14 de 350cv do 140, caminhão que ficou popularmente conhecido como “cara chata”, foi apresentado, na época, como o mais potente do gênero na América Latina. O modelo passou a ser produzido em escala na fábrica brasileira em setembro de 1975.

Palavra do proprietário
“O primeiro dono do caminhão envelheceu e acabou ficando cego, mas todos os dias o colocava para funcionar. Até um momento em que não conseguia mais fazer isso e os filhos acharam melhor vendê-lo. Comprei na hora”, Antônio Sérgio Hurtado, o Neo, colecionador.
L 111 (1980)
Em 12 de setembro de 1975, sai da nova fábrica de chassis, o primeiro caminhão ali produzido, um L 111, com cabine leito e direção hidráulica. O modelo foi aperfeiçoado para melhorar ainda mais o consumo de combustível e a vida útil do motor. Tudo isso aliado a mais potência, de 203cv, disponível em três versões: LS, com dois eixos traseiros, sendo um motriz e outro de apoio, LT, com dois eixos traseiros motrizes, e L, na versão 4x2.Foi o último e mais bem-sucedido capítulo de uma era que durou mais de 20 anos: os chamados “jacarés”. Em 2001, foi homenageado na Série Especial Horizontes, com a icônica cor laranja.

Ficha técnica:
Motor: D 11 03
Potência: 203 cavalos
Torque: 760 Nm
Velocidade máxima: 94 km/h

Palavra do proprietário
“Foi meu primeiro Scania e sempre trabalhou muito bem, nunca me deu trabalho. Decidi mantê-lo perto de mim, para dar sorte”, Ivan Camargo, dono da I.C.Transportes.

T 112 HW (1989)
Em 1983, a Scania traz para o Brasil o intercooler, equipamento para motores turbo-alimentados que operam com resfriamento de ar de admissão. Os caminhões da linha T 112 ganharam mais potência e torque, o que resultou em mais economia de combustível durante a operação. São lançados os modelos HW e EW de 410 cv, os mais potentes do mercado brasileiro na época. 

Palavra do proprietário
“Até em dias de folga meu pai costumava dormir na boleia do caminhão”, Cristian Lando, Andreló Transportes.

T 113 H (1995)
Em 1991, uma nova geração de caminhões pesados é lançada no mercado. Novos motores, uma nova caixa de mudanças e mais um amplo conjunto de inovações tecnológicas. São os caminhões da Linha 113/143 (Série 3), que ofereciam potências de até 450 cavalos, as maiores do mercado. É o caso desse ilustre veículo, o T 113 H 4x2, azul, de 1995, que no ano seguinte seria eleito pela terceira vez consecutiva o “Caminhão do Ano”. Os modelos apresentam maior torque e maior potência, ao mesmo tempo em que os índices de emissão e o consumo de combustível foram diminuídos. Fator que os destacou entre os caminhões nacionais da época.

Palavra do proprietário
“A gente pega amor. Caminhão é igual filho, a gente valoriza porque sabe o que tem na mão”, Luis Loucatelli, Cortesia Concreto.

T 124 (1998)
O modelo rememora o lançamento da Série 4, que chegou ao Brasil trazendo tecnologias pioneiras como o Retarder, sistema de freio auxiliar, e a suspensão a ar para caminhões. Foi o maior lançamento da história da Scania no Brasil, com mais de 8 mil convidados na fábrica e 27 mil nas redes de concessionárias. 
O ano de 1998 foi marcado pelo início do Sistema Modular Scania, conceito que reúne um número limitado de componentes e permite a produção de uma infinidade de combinações. 

Palavra da Scania (dona do veículo)
“Eu recebi as primeiras peças, acompanhei a montagem e fiz todas as revisões até hoje”, Albano Fernandes Figueiredo, gerente de Produção da Scania.

Ônibus Flecha Azul – K 113 CL – Viação Cometa (1998)
Esse modelo de 1998 é um Flecha Azul com chassi Scania K 113 CL, o ônibus mais conhecido do Brasil. E com razão: seu visual tipicamente americano e o padrão de conforto superior a boa parte dos outros ônibus que circulavam pelas rodovias brasileiras até o fim da década de 1990, fizeram dele uma lenda entre os apreciadores dos grandes veículos de transporte coletivo.
“Os roncos dos motores Scania e os assovios de suas turbinas ainda habitam minha memória. Na minha vida há sempre um Cometa por perto, ainda que longe do campo visual”, André Accarini, passageiro da Cometa.

SCANIA 60 ANOS 
Em 2017, a Scania comemora 60 anos no Brasil marcada por uma trajetória sólida que dispõe de uma engenharia de ponta, qualidade dos produtos, força da rede de concessionárias e foco na necessidade do cliente. Ao desembarcar no país, no final dos anos de 1950, foi constituída como Scania-Vabis do Brasil S/A – Motores Diesel - e se instalou no bairro do Ipiranga, sendo a primeira subsidiária da marca fora da Suécia. Em 1962, inaugurou sua fábrica em São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista.  

TEXTO: Lucas Duarte
Com Informações: Scania
Blog Caminhões e Carretas 
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