Conheça a nova linha de caminhões Volvo VNR

A Volvo Trucks North América apresentou nessa quinta-feira (20) durante a abertura da ExpoCam em Montreal no Canadá, a nova linha de caminhões denominada VNR. Segundo a montadora a nova linha de caminhões destinada a aplicações de curtas e médias distâncias chega ao mercado norte americano para substituir a consagrada linha VNM que tem sido um pilar da Volvo desde a década de 1990.
A nova linha VNR é composta por três modelos, o VNR 300 com cabine simples, o VNR 400 com cabine leito teto baixo e o VNR 640 com cabine leito teto alto. Os modelos contam com três opções de tração, 4x2, 6x2 ou 6x4. 
O lançamento da linha VNR marca ainda a estreia de dois novos motores que já serão opções para os modelos. São eles, o D11 com opções de potência de 325 cv ou 425 cv ou o D13 com 375 cv ou 500 cv. Ambos podem ser combinados ainda com três opções da já consagrada caixa automática I-Shift, com 12, 13 ou 14 velocidades. A Volvo oferece ainda a opção de câmbio manual, com caixas Eaton Fuller com 10, 13 ou 18 velocidades. 
A linha VNR conta ainda com um um design exterior expressivo. O modelo foi desenvolvido com foco em aerodinâmica, facilidade de manutenção, segurança e alta visibilidade. Os modelos contam com capô reduzido, faróis de Led, rodas e eixo dianteiro que facilitam a manobrabilidade em trechos urbanos. 
Já o interior da nova linha VNR foi desenvolvida com foco no motorista. Além das três opções de acabamento, os modelos da linha VNR contam com uma tela de 5 polegadas, com conexão wi-fi, Bluetooth, navegação por GPS, aplicativos e uma câmera exterior. O volante, semelhante ao da linha FH oferece três opções de regulagem. Os modelos receberam ainda um novo projeto de som e iluminação que proporciona ao condutor o um ambiente de trabalho e descanso único. Os bancos também foram completamente redesenhados e proporcionam o máximo de conforto aos motoristas independente da estatura. 
No quesito segurança os novos Volvo VNR também não deixam a desejar, os modelos contam com o moderno sistema I-See, que memoriza a topografia da estrada e auxilia o câmbio na escolha das marchas mais eficientes. Outro sistema de destaque é o Volvo Active Driver Assist, que avisa os condutores através de som e de um sinal de aviso crítico projetado no pára-brisa quando se aproximam muito perto de um objeto a frente. O sistema é ainda capaz aplicar automaticamente freios para evitar colisões.  
Por fim a Volvo destaca ainda a eficiência de combustível da linha VNR que conta com o sistema EPA 2017 capaz de entregar uma redução de até 3% no consumo de combustível. 
Segundo a montadora os modelos da linha VNR já estarão disponíveis para encomenda a partir do dia 24 de abril. Já a entrega dos modelos começará em setembro.


TEXTO: Lucas Duarte
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5 comentários:

  1. Como as outras marcas poderiam invejar um pouco a Volvo e também fabricar modelos de caminhões "bicudos" e de preferência aqui no Brasil. Pena que com esse governo não podemos nem sonhar com essa possibilidade.

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    1. Não é uma questão de governo. É de espaço, literalmente. Caminhões bicudos precisam de mais espaço pra manobrar e fazer conversões. Nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália, países onde as cidades têm ruas e avenidas largas, espaço não é problema. No Brasil, como na Europa (de onde "copiamos" a legislação que restringe os bicudos, ao limitar o tamanho total do veículo de carga, e não apenas o tamanho do reboque), há muito menos espaço para as manobras nas ruas. Na Europa isso acontece porque suas cidades são muito antigas, e foram construídas para o tráfego de carroças, charretes e outros "veículos" puxados por animais. No Brasil, a falta de espaço se dá por outra razão: falta de planejamento urbano e crescimento desordenado das cidades. Espaço nós temos, só que muito, mas muito mal aproveitado...

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    2. Os bicudos foram restringidos aqui não por dificuldade de manobra, mas por causa da ganância dos frotistas que dão mais valor à carga do que ao motorista. O Contran NÃO ESPECIFICA em Lei que o capô seria totalmente proibido por aqui, ele deixa o fabricante livre para escolher o formato da cabine que quiser, apenas deixa claro que o comprimento máximo para as composições é de 30 metros. Outra curiosidade: quem sentir saudades e quiser, PODE SIM, ter um caminhão bicudo novo. Temos duas opções para isso: a primeira é um pouco mais cara e leva algum tempo --> importar caminhões bicudos dos países vizinhos, da América do Norte ou da Austrália, essa última tem veículos mais robustos para rodarem por aqui. Opção 2 --> mais barata e viável opção seria projetarmos nossos próprios caminhões a partir da plataforma alongada dos modelos frontais originais. Na Europa já fazem isso, pesquise por essas empresas: Vlastuin Truckopbouw (Holanda), especializada em Scania, Charles Feijts Groep (Alemanha), especializada na marca Iveco e A&M Commercials ltda (Reino Unido), também especializada em Scania. Contatei a concessionária de caminhões inglesa pelo facebook e o gerente de vendas disse para mim que pode fabricar um Scania da nova geração S bicudo para mim, e enviar o caminhão para cá. Lá na Europa quem quer um caminhão com capô já pode contar com concessionárias especializadas em alongamento de plataformas originais para transformar em veículos com capô. Conclusão: somos todos BURROS, MANÉS e DESINFORMADOS ao aceitar tudo que esse nosso mercado escroto quer nos empurrar, sem sabermos que podemos ter um caminhão novo ao nosso estilo.

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  2. Mesmo não sendo bicudo poderia aproveitar mais o espaço interno dos cara chata...o modelo volvo vnl 680 tem meio metro a mais que a Scania highline..o espaço da cabine ate a carreta poderia ser usado tipo a Scania europeia longline que não fabrica mais..se cabe um tanque de 1000litros atrás da cabine porque não usar esse espaço pra conforto sem mexer na metragem do caminhão ??? Como já disseram aqui eh pura ganância e má vontade das montadoras

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