NTC alerta para a grave defasagem do frete

Em comunicado divulgado ontem (14) a NTC&Logística fez um alerta há grave situação econômica do setor de transporte de cargas no Brasil, dentre os fatores que contribuíram para o agravamento do cenário estão, a defasagem do frete e o atraso no recebimento dos fretes realizados. 
O cenário nada promissor do transporte rodoviário de cargas brasileiro foi discutido em uma reunião na Câmara Técnica de Transporte de Carga Fracionada – CTF realizado no último dia 12 de dezembro na sede do SETCERGS - Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul. 
No comunicado, a NTC revela que vem acompanhando de perto a situação das empresas transportadoras e que desde 2014 vem constatando uma grave piora. Segundo a entidade, a pesquisa mais recente realizada pelo DECOPE/NTC mostrou que 73% das empresas do segmento está pior do que em 2015; praticamente, todas estão com frete defasados e, quase 90% tem frete a receber em atraso. Além disso, os prazos de recebimento são longos e, ainda, boa parte deles não está sendo honrada nos prazos contratados.
Com base na planilha de custos da própria entidade, um estudo preliminar realizado pela NTC apontou uma defasagem em torno de 10,75 a 12,89%. Além do alto valor, a persistência do mesmo por um longo período de tempo preocupa, a defasagem permaneceu a mesma durante todo o ano de 2016.
A NTC destaca ainda o início de uma nova pesquisa sobre o desempenho do setor de transportes no ano de 2016. Segundo a entidade é muito importante que os empresários e executivos do setor participem desta enquete para termos dados concretos sobre o setor. A pesquisa está a disposição para o preenchimento AQUI. A apresentação dos dados deste estudo será feita na próxima edição do CONET que acontece de 09 a 12 de fevereiro em Rio Quente, Goiás. 
Por fim a NTC ressalta que o comunicado não deve ser entendido como um pedido de reajuste de frete, mas como um alerta para transportadoras e seus clientes para o risco de desestruturação de setor comprometendo seriamente a capacidade futura de atendimento e o nível de qualidade.

Confira na íntegra o comunicado: CLIQUE AQUI

TEXTO: Lucas Duarte
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1 comentários:

  1. Os constantes atrasos e muitas vezes a falta de pagamento,contribuem bastante para a crise no setor.

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