Com greve na Receita, mais de 100 caminhões estão parados em aduana

Uma cidade da caminhões. Essa é a imagem registrada nos arredores da aduana da Receita Federal em Ponta Porã - a 323 km de Campo Grande. O cenário é resultado da paralisação dos funcionários, movimento em protesto pelo não cumprimento do acordo de reajuste salarial, firmado em março deste ano. Dos 16 funcionários, 9 estão em greve.
Cumprindo determinação da Justiça, apenas 30% do efetivo está trabalhando e as fiscalizações ocorrem apenas às segundas e terças-feiras, o que resulta em uma fila de no mínimo 100 caminhões, caminhoneiros revoltados e cargas paradas há mais de 45 dias. Em zonas primárias, como é o caso de Ponta Porã, Mundo Novo e Corumbá, regiões fronteiriças, os servidores continuam nos locais de trabalho mobilizados, mas liberam apenas cargas vulneráveis (perecíveis e animais).
Despacho e liberação de bagagem, como compras no comércio paraguaio, continuam funcionando para afetar menos possível a população, segundo o representante sindical Silvério Martins da Costa. "A fiscalização não está sendo feita nos tributos internos e e a parte aduaneira é a mais afetada pela greve, mas isso não interfere na arrecadação ", avalia.
Na próxima quinta-feira (10) haverá assembleia para definir a situação. No último dia 27 durante reunião a categoria decidiu manter a paralisação.
Os auditores da Receita Federal iniciaram o movimento reivindicando melhoria salarial, com reajuste de 21,3%, além de substitutivo ao relatório do deputado Wellington Roberto sobre o PL 5864/2016, que dispõe sobre a carreira tributária aduaneira.
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