Caminhoneiros podem paralisar as atividades a partir de amanhã

Caminhoneiros de pelo menos 20 estados prometem dar início a partir de amanhã (29) até quarta-feira (30) uma grande manifestação em Brasília e nas demais cidades brasileiras. A expectativa é que em torno de 250 caminhões rumem para a capital federal para revindicarem a aprovação em caráter de urgência do Projeto de Lei nº 528/2015 que prevê a criação de uma tabela mínima para o frete do transporte de cargas e a obrigatoriedade da aplicação da tabela.
Segundo o Movimento Independente União do TRC caminhoneiros de diversos estados encontram-se em deslocamento para Brasília, a concentração dos caminhões  ocorrerá no Estádio Mané Garrincha, de forma organizada e com as autoridades cientes da manifestação.
Na semana passada Gilson Baitaca, vereador de Lucas do Rio Verde/MT e membro do Movimento Independente União do TRC, divulgou um áudio nas redes sociais com algumas orientações para aqueles que desejam aderir a paralisação. Além disso Baitaca salienta a importância da paralisação em outras localidades, apoiando assim a manifestação em Brasília. 
Segundo Baitaca, as manifestações nas principais rodovias deverão respeitar os seguintes horários, das 7hs às 11h da manhã e das 13hs às 17hs da tarde. Baitaca reforça ainda que os caminhões não deverão ficar em cima da pista e sim no acostamento, ficando apenas os caminhoneiros manifestando sob o asfalto, evitando assim as penalidades impostas pelo governo Dilma diante das manifestações que ocorreram em 2015. Confira o áudio na íntegra: 
Em conversa com o Blog Caminhões e Carretas, Gilson Baitaca, reforçou a importância da união dos profissionais nesses dois dias, independente da categoria exercida dentro do transporte rodoviário, segundo ele só assim será possível "ressuscitar" o transporte rodoviário de cargas que é fundamental para o pleno funcionamento do Brasil. 
Segundo informações recentes, a paralisação está documentada junto ao Ministérios da Casa Civil, do Transporte e demais órgãos competentes do governo federal, garantindo assim amparo jurídico e legitimidade a paralisação. 
O tabelamento mínimo do frete ganhou força no início de 2015, principalmente na região Centro-Oeste do país. Desde então diversas reuniões e discussões ocorreram em torno do tema, porém nenhuma delas resultou em alguma decisão. O tabelamento mínimo do frete é visto com uma das principais medidas para solucionar a crise vivida pelo transporte rodoviário de cargas e combater os baixíssimos fretes praticados no setor.
TEXTO: Lucas Duarte
Blog Caminhões e Carretas 
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