A Argentina na era do bitrenzão

Com 32 anos de atraso (o Brasil oficializou o uso destes veículos em 1984) a Argentina busca, finalmente, introduzir no país de bitrens de 9 eixos, 75 t e até 30,25 m de comprimento.
O assunto foi um dos temas mais discutidos durante o Congresso da Associação Argentina de Rodovias, realizado entre os dias 24 e 27 de outubro, na cidade de Rosário.
Uma das palestras foi realizada por este escriba, para apresentar aos argentinos a vasta experiência brasileira com veículos de grande capacidade.
A província argentina que está mais avançada no assunto é a de São Luiz, que já tem uma frota experimental de 15 bitrens de 25 m circulando por suas estradas. São tratores Scania de alta potência que incorporam a mais avançada tecnologia veicular, como suspensão pneumática, freios ABS, air bags, controle de estabilidade, carroçarias de alumínio etc.
Desde 2014, está em vigor na Argentina o Decreto 574, que autoriza a circulação em determinadas vias dos veículos formado por uma unidade tratora e dois semirreboques de três eixos  (com rodas duplas) biarticulados. O objetivo da autorização é alcançar aumento da capacidade de carga dos veículos de carga (até então, vigorava o limite de 45 t). o que redundará em aumento  da produtividade industrial no transporte interjurisdicional.
Caberá à Comissão Nacional de Trânsito e Segurança Viária determinar os corredores seguros para circulação dos bitrens, assim como estabelecer suas condições  de segurança ativa e passiva.
Caberá a esta mesma Comissão coordenar com os governos das províncias, municipais e da unidade autônoma de Buenos Aires as ações necessárias para implementar o bitrem em suas respectivas jurisdições.
A FADEEAC – Federação Argentina de Entidades Empresariais do Transporte de Cargas não vê com bons olhos este salto direto das 45 t para as 75 t. Sugere uma solução intermediária, utilizando-se os cavalos trucados tracionando semirreboque de três (49,5 t pela legislação argentina de pesos) e o mesmo cavalo tracionando semirreboque de três eixos distanciados (55,5 t).
Convém lembrar que a legislação argentina prevê 6 no eixo dianteiro, 10,5 t no eixo isolado, 18 t no tandem duplo e 25,5 t no tandem triplo. No caso da legislação brasileira, estes valores são respectivamente de 6 t (eixo dianteiro) 10 t (eixo isolado), 17 t (tandem duplo) e 25,5 (tandem triplo.
A entidade não concorda também em investir em equipamentos novos. Prefere adaptar os veículos e semirreboques já existentes para obter as novas configurações.
Uma particularidade da lei argentina é que, como o país é plano, ela prevê relação potência/peso de apenas 4,25 cv/tonelada (no Brasil, 5,7 cv/tonelada).
Outra é que os veículos dotados de suspensão pneumática gozam de acréscimo de 5% por eixo, sempre que não ultrapassem o peso bruto máximo estabelecido para o veículo ou combinação.
FONTE: NTC&Logística 
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2 comentários:

  1. Muito bom o aumento da produtividade para os empresários ,agora para os profissionais da cadegoria que roda em cima do 9eixo a remuneração e muito pouca

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  2. Viajo a 10 anos pela a argentina e tanbem nao apoio vai aconteser como no brasil os frete deles vao cair defazar estradas e sem contar qui a maioria dos autonomos qui conheso nao tem como adiquirir um conjunto dece valor assim ci nao tivesse bitrem e rodotrem nao teriamos qui brigar por piso de frete tenho um amigo qui roda 560 km hog com um frete de 4000 mil reais la enquanto no brasil vc roda 1300 km por o mesmo frete e so parar e somar ok fica ai meu pensamento e qui as rodovias argentinas continuem um tapete qui no meu pais nao tem !!!

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