Anfir pede maior participação do BNDES em financiamentos

O presidente da Anfir, Alcides Braga, considerou acertada a decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional) de manter em 7,5% ao ano a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) para o quarto trimestre de 2016. “É um bom patamar de juros para o mercado mas para alavancar as vendas é necessário que o BNDES amplie sua participação nos financiamentos”, afirma.
O BNDES participa com 50% e 60% nos financiamentos para grandes e PME (Pequenas e Médias Empresas) respectivamente. “O ideal seria elevar os percentuais de participação para 80% grandes e 90% PMEs e simplificar a equação de concessão de crédito”, explica Braga.
Atualmente a diferença entre as faixas de percentuais praticadas pelo BNDES e as pedidas pela Anfir pode ser financiada, mas com acréscimo de custo ao empréstimo do dinheiro. Ou seja, a diferença na parcela de participação do BNDES até os patamares de 80% e 90% sofre outro cálculo com a incidência de uma combinação de mais índices elevando seu custo final. “No modelo atual com o acréscimo de outros índices ao cálculo da taxa o empréstimo acaba custando 18% ao ano”, afirma o presidente da Anfir.
Na fórmula defendida pela Anfir, a partir da elevação da participação do BNDES nos financiamentos para 80% e 90%, o cálculo seguiria o formato tradicional e conhecido pelo mercado, ou seja TJLP mais spread bancário (2%) e a parte do agente financeiro (3%). “Isso totaliza taxa anual entre 12% e 13% o que é perfeitamente viável”, defende Braga.
FONTE: Anfir 
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