Os riscos da carga entrelaçada

No Transporte Florestal é frequente encontrarmos cargas entrelaçadas, como destacado em amarelo nas ilustrações acima. Os pacotes de toras eventualmente não ficam bem regulares, com uma ou outra tora mais longa ou deslocada, e acaba ficando próxima do pacote vizinho.
Observando novamente as ilustrações acima, existe alguma diferença no Risco entre os Conjuntos 1 e 2, pelo fato das cargas estarem entrelaçadas?
Sim. A diferença é enorme. Se não percebeu, observe mais atentamente!
No 1º conjunto: o entrelaçamento das cargas não afeta a dirigibilidade do conjunto.
No 2º conjunto (CVC): o entrelaçamento impõe elevado risco e pode causar um acidente sério.
Nas manobras, as toras podem interferir uma com as outras. Se forem finas podem quebrar e cair na rodovia. Se foram grossas podem até tombar uma das unidades.
Observe na imagem abaixo exemplo de cargas entrelaçadas em bitrem florestal:
Conjuntos articulados (“Romeu e Julieta”, bitrem, rodotrem e tritrem) devem manter o espaço entre as unidades totalmente livre, para não ocorrer interferências nas manobras.
Cuidado: nem tudo que parece igual, é igual. É preciso ter olhos de ver!
FONTE: Eng. Rubem Penteado de Melo
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