Lei do Descanso: Bonita apenas no papel

No dia 26 de setembro, às 14 horas, no auditório da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), em Cuiabá, uma audiência pública vai acontecer para discutir o cumprimento da Lei que regulamenta e disciplina a jornada de trabalho e o tempo de direção dos motoristas do transporte rodoviário de cargas e passageiros. Esta discussão está sendo proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso. Toda e qualquer atitude que visa assegurar direitos e o bem estar dos trabalhadores sempre deve ser exaltada, por isso, é visto com bons olhos que as instituições que zelam pelo bem do cidadão se preocupem com isso.
Hoje, trafegando pelas estradas de nossa região, quantos pontos realmente adequados para a parada de descanso dos caminhoneiros você conhece? Imagino o esforço para tentar se lembrar de ao menos um. O descaso com esta categoria é de conhecimento de todos, e a importância dela também. Basta ver o que um ou dois dias em que esses trabalhadores param pode provocar em uma cidade. Mesmo com a sua relevante importância para a sociedade, os caminhoneiros ainda sofrem e muito com o não cumprimento da Lei do Descanso por parte de quem a promulgou. O governo que sanciona leis para beneficiá-los é o mesmo governo que não as cumpre.
Hoje, um motorista que chega do Mato Grosso do Sul com destino a região Norte do Estado, por exemplo, ao chegar em Rondonópolis encontra o caos no entrocamento das BRs 163 e 364, congestionamento e uma bagunça geral. Depois, ele se desloca até Cuiabá por uma rodovia precária, perigosa e pagando pedágio, seguindo assim até a região Norte. Neste percurso, ele não encontra pontos de descanso adequados, acaba parando em postos de combustíveis, alguns deles sujos e sem as mínimas condições de higiene… O motorista é muito maltratado. A Lei é muito bonita no papel, mas ela precisa ser de verdade. Ela precisa ser cumprida, por isso, é importante que instituições como o MPT e o MPF tomem frente nesta cobrança, que com certeza interessa a toda a sociedade.
FONTE: A Tribuna 
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