Governo reserva até R$ 5 bi para manutenção de rodovias em 2017

O Ministério dos Transportes terá, em 2017, entre R$ 4,8 bilhões e R$ 5 bilhões para manutenção de rodovias administradas pela União. "Este é o compromisso do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) 2017", disse, a pasta, à Agência CNT de Notícias. 
O governo também afirma que já possui a relação preliminar das obras prioritárias do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no que se refere à infraestrutura de transportes. A definição de uma lista com os projetos mais importantes foi solicitada pelo presidente, Michel Temer. O objetivo é direcionar os recursos para concluir as ações em estágio mais avançado de desenvolvimento e cujo valor não ultrapasse R$ 10 milhões. O Ministério não divulgou a relação e destaca que algumas obras estão em fase final de validação pela pasta. Sobre as concessões rodoviárias, ainda não há data para lançamento de novos editais, já que o governo analisa mudanças no modelo de concessões. O Ministério dos Transportes alega que "ainda estão em discussão possíveis propostas de edital para 2016". 

Situação das rodovias 
Conforme a Pesquisa CNT de Rodovias 2015​, 65,9% da extensão de rodovias públicas apresenta algum tipo de deficiência no estado geral. O estudo analisou 80,9 mil quilômetros de rodovias administradas por órgãos públicos, dos quais 67,2 mil são rodovias federais. Na avaliação, 38,7% dos trechos foram classificados como regulares; 19,4% como ruins e 7,8% como péssimos. O estudo demonstra que 81,2% da extensão tem problemas na geometria; 60,2%, na sinalização; 55,4% no pavimento.
Entre os trechos concedidos (19,8 mil quilômetros foram analisados no estudo), 78,3% da extensão teve o estado geral classificado como ótimo ou bom. Apenas 21,7% foram classificados como regulares, ruins ou péssimos. 
Já o Plano CNT de Transporte e Logística aponta que são necessários, ao menos, R$ 361,6 bilhões para as intervenções em infraestrutura rodoviária que eliminariam gargalos logísticos do país.
FONTE: CNT 
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