Scania amplia serviços e inclui venda de seminovos em SC

Com sete concessionárias próprias desde o início do ano no Estado, a montadora sueca Scania, que atua com caminhões e ônibus, avança com mais serviços e inclusão de seminovos no mix. Quem está à frente da Scania Cavese em SC é o diretor-geral Oscar Jaern. Nascido na Suécia há 36 anos, fluente em português, ele gosta de visitar lojas e conversar com clientes. Confira a entrevista:
Com foram esses seis meses de trabalho com gestão da própria montadora?
Focamos em organizar a casa e a empresa. A Battistella tinha as concessionárias do Paraná e Santa Catarina. Assumimos só em SC, aí tivemos que criar uma matriz e contratar uma equipe própria de 20 pessoas. Também estamos fazendo uma adaptação para trabalhar de acordo com os padrões da montadora.

Como foram as vendas de caminhões este ano?
Evidente que o contexto econômico não é favorável. No Brasil, o total de vendas de caminhões acima de 16 toneladas, que são os que trabalhamos, caiu cerca de 30% no primeiro semestre frente ao mesmo período de 2015. Em SC, caiu menos, 24%. No caso da Scania, dentro dos caminhões acima de 16 toneladas, dá para separar os pesados e semipesados. Nos pesados [que levam bitrem ou carretas], a queda ficou em 14% no Estado. No primeiro semestre, em emplacamentos, crescemos 1% em participação no mercado.

E os serviços de pós-venda?
Temos nesse segmento o nosso melhor resultado. Crescemos bastante no Estado. Entre os serviços, o essencial é o atendimento para manutenção corretiva e preventiva. Buscamos eficiência para que o caminhão pare o menor tempo possível.

Vocês passaram a atuar com caminhões usados?
Passamos a receber caminhões usados para vender novos. Também vendemos usados. Outra coisa: estamos aproveitando para financiar mais pelo banco Scania, tanto novos quanto usados. Hoje, cerca de 40% das nossas vendas são financiadas pelo nosso banco. Antes, era abaixo de 20%.

A Scania atua em quase todo o Estado. Em quais regiões vende mais?
Além da sede em Biguaçu, temos concessionárias em Concórdia, Cordilheira Alta, Videira, Lages, Criciúma e Tubarão. No Oeste, onde está o agronegócio, não se fala tanto em crise. A região está melhor do que a média do país. Isso dá para sentir apesar de não termos apurado os números separadamente.

Quais as expectativas de vendas para este ano?
Eu sou cautelosamente positivo. Quando falo com transportadores, eles têm muita demanda de serviços e alguns registram recorde de faturamento nesses últimos meses. Mas os custos de operação estão muito elevados e isso derrubou as margens. Muitos estão com receio de investir por causa do cenário político. Precisam saber o que vai acontecer depois de agosto.

Como está a oferta de ônibus?
Vendemos tanto ônibus urbanos quanto de turismo. Estamos dando atenção maior para o mercado de ônibus urbanos. Até formamos uma equipe no Estado mais focada nisso. Apresentamos um ônibus especial da Scania que tem 15 metros e compete com os articulados. É mais viável para determinadas rotas. Também temos interesse em fornecer para o novo sistema de transporte coletivo da região de Florianópolis.

Como gastar menos no transporte?
Fazer manutenção adequada nos prazos indicados. Uma revisão normal Scania inclui mais de cem pontos de controle. Além disso, tem a forma em que o motorista dirige, acelera. A BRF, por exemplo, que usa caminhões Scania, recomenda trafegar em 80 quilômetros por hora para gastar menos combustível e reduzir riscos de acidentes.
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