Drogas e direção

O uso de anfetamina (rebite) também é altamente perigoso porque dá excesso de confiança ao motorista e, por consequência, aumenta a probabilidade da ocorrência de acidentes. Sob efeito, o condutor não respeita normas básicas de segurança, como deixar a devida distância segura entre os veículos, realiza manobras imprecisas de aceleração, frenagem e desaceleração, além de não sinalizar manobras como mudança de faixa entre outras.
Muitos motoristas de caminhão utilizam esse tipo de droga para se manter acordado e vencer jornadas exaustivas de trabalho. A identificação se dá pela observância de sua postura e comportamento, tais como desarrumadas, olhar fixo, falta de concentração e desorientação. Esses são alguns dos sinais apresentados por motoristas que fazem uso de drogas ao volante.
A fiscalização é diuturna e difícil, pois não há aparelhos que possam detectar o uso de determinada substância ilegal no momento da fiscalização. Fundada a suspeita de uso de drogas, como testemunhas e vídeos, o policial conduz o motorista até uma Delegacia de Polícia, que diante dos fatos de estar supostamente drogado poderá ser encaminhado ao IML para a realização de teste de sangue. Só a partir deste resultado positivo é que se pode dar continuidade à ocorrência.
A legislação brasileira (Código de Trânsito Brasileiro -CTB) traz infração administrativa, conforme Artigo 165, onde prevê multa gravíssima, de R$ 1.915,40 e 7 pontos na CNH, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses e o recolhimento da CNH. No caso de reincidência, essa multa tem seu valor duplicado, chegando a R$ 3.830,80.
Há também a previsão de crime, no artigo 306 do CTB, resultando em detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a CNH.
A PRF trabalha na fiscalização de trânsito e no combate ao tráfico de drogas. Muitos motoristas, a partir do momento em que adquire drogas, ele próprio está fomentando esse tipo de crime. E, com o uso desse tipo de substância ele coloca sua vida e as vidas de terceiros em risco, culminando muitas vezes em resultado de morte.
FONTE: O Carreteiro 
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