Roubo de combustíveis preocupa transportadores no Sul do país

Os combustíveis têm sido cada vez mais visados por quadrilhas especializadas em roubo de cargas. No Paraná, o número de relatos vem crescendo, o que preocupa os transportadores. A maior parte das ocorrências tem sido registrada próximo à cidade de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, onde está localizada a Refinaria Presidente Getúlio Vargas, pertencente à Petrobras. 
“Os criminosos estão abordando caminhões parados em postos de combustíveis, semáforos, cidades menores. Aí, depois de um tempo, a polícia encontra o caminhão. Acreditamos que a carga tem sido levada para Santa Catarina, porque, na divisa com o estado, já foram encontrados alguns veículos”, conta o presidente do Setcepar (Sindicato dos Transportadores de Cargas do Estado do Paraná), Gilberto Cantú. 
Uma reunião já foi realizada entre representantes dos transportadores e da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas do estado. Conforme Cantú, uma das demandas é organizar um sistema de informações sobre as ocorrências, a fim de permitir que, com estatísticas confiáveis, a polícia tenha mais ferramentas para o desenvolvimento de estratégias na investigação e identificação dos criminosos.      
O presidente da Fetranspar (Federação das Empresas de Transportes do Estado do Paraná), Sérgio Malucelli, que acompanha o trabalho da polícia, afirma que já há suspeitas sobre os receptadores das cargas roubadas. Segundo ele, os combustíveis são comercializados de forma clandestina e individualizada.
Para Malucelli, o aumento de ocorrências contra os transportadores é um dos efeitos da crise econômica. “Isso tem ocorrido até em função do momento que o país passa na economia, com desemprego, salários defasados. E, não raras vezes, o Paraná sofre consequências de uma ação mais rigorosa das forças de segurança em São Paulo. Quando a situação aperta lá, as quadrilhas migram para o Paraná”, diz ele. 
Segundo dados mais atualizados do setor, em 2014, os roubos de cargas causaram prejuízo superior a R$ 2 bilhões no Brasil. O Sudeste é a região que concentra a maior parte das ocorrências.  
FONTE: CNT 
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