Facchini

BR-381 não deve ser liberada nesta quinta-feira no local onde transformador caiu em Itatiaiuçu

O trânsito na BR-381, em Itatiaiuçu, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde um veículo com carga excedente apresentou defeito e interditou a rodovia, não deve ser liberado nesta quinta-feira. A informação foi divulgada por um funcionário da empresa responsável pelo transformador de 240 toneladas que tombou na pista. Dois guinchos já estão a caminho do local para tentar fazer a remoção. Os veículos que passam pelo trecho têm que pegar um desvio, o que deixa o trânsito lento. O congestionamento é de três quilômetros. 
A interdição ocorreu por volta das 12h. O comboio saiu do km 535 e viajaria até o km 565 no sentido Belo Horizonte/São Paulo. Quando passava pelo km 542, a carga tombou em uma curva e interditou totalmente a rodovia nesta direção. O conjunto tem aproximadamente 80 metros de comprimento e pesa, ao todo, 500 toneladas. Somente o transformador, que foi fabricado há um ano e será levado para uma subestação da Provícina de Buenos Aires, na Argentina, pesa 240 toneladas. 
As causas do incidente ainda estão sendo apuradas. De acordo com um funcionário da empresa responsável pela carga, que não quis se identificar, a possível causa foi a inclinação da curva que pode ter causado o tombamento da carga. A suspeita do homem é porque algumas mangueiras hidráulicas do trator que fazia o transporte estouraram. 
De acordo com a Autopista Fernão Dias, concessionária que administra a rodovia, a empresa Toshiba, dona do transformador, já enviou um guincho ao local para fazer a retirada. Porém, ainda não há previsão para a liberação. Técnicos da empresa estão no local e fizeram um desvio. Os veículos leves passam por uma das faixas à esquerda do transformador. Já os veículos pesados foram desviados por uma pista marginal. 
Mesmo com o desvio, o trânsito flui com bastante lentidão. O caminhoneiro Rogério Moreira Coelho, que dirigia uma carreta bitrem com destino a São Paulo, afirmou que demorou 50 minutos para percorrer um trecho de quatro quilômetros. Quase a mesma situação foi vivida pelo caminhoneiro Jáder Araújo, de 42, que diz ter gastado 40 minutos.
Por volta das 16h30, um guincho da empresa Bolbi com capacidade para içar uma carga de 220 toneladas chegou ao local onde está o transformador. Porém, ele não pôde ser usado para levantar o equipamento, pois não estava com o contrapeso. Por isso, ao tentar a operação, poderia ser levantado pelo objeto. Técnicos da empresa Superpesa e da Bolbi analisam o que poderá ser feito para retirar o transformador da pista.
Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) cobraram um posicionamento para a liberação da rodovia tendo em vista que os motoristas estão sendo prejudicados, pois muitas pessoas estão perdendo compromissos por causa da situação. O policial rodoviário ressaltou o perigo de acidentes.
O responsável pelo transporte é o Grupo Superpesa. O em.com.br entrou em contato com a empresa, mas o responsável estava a caminho do local do incidente e preferiu não comentar o caso. 
Recentes problemas
Na manhã de quarta-feira, o veículo tentou sair de um posto de gasolina na altura do km 535 em Itatiaiuçu, na Região Central de Minas Gerais, mas as ferragens enroscaram na fiação elétrica, o que impediu a saída do comboio. O veículo ocupava parte da via marginal, sem causar impactos à pista principal. 
Em 22 de março, um dos puxadores do comboio teve uma pane e interditou a rodovia por 31 horas. Carros, caminhões e carretas formaram uma fila de quase 20 quilômetros em direção a São Paulo. A concessionária e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informaram que houve princípio de incêndio no motor e falha no sistema de freios do veículo. O puxador se assemelha a um trator. Depois do problema, o veículo voltou a circular na mesma semana, mas rodou poucos quilômetros. 
Somente o transformador, que é carregado, tem 238 toneladas. Ele saiu de Betim, vai seguir para São Paulo e de lá viaja para o Rio de Janeiro, que é o destino final. O impacto desse transporte é considerado grande porque, segundo a PRF, quando está em movimento, o veículo ocupa todas as pistas e se desloca com velocidade média de 10 km/h.
FONTE: Estado de Minas 
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